Saturday, April 08, 2006

Povo brasileiro, corrupto por vocação!

Quando os portugueses resolveram colonizar o Brasil, trouxeram para cá a escória da sociedade portuguesa. Foi justamente essa gente, que deu início ao tão desigual povo brasileiro. Povo este, que criou o conceito de “jeitinho”, assegurando-lhe o mau hábito de querer tirar proveito em tudo, seguindo os preceitos da Lei de Gerson.

O escritor bíblico Miquéias, ao escrever sobre o assunto disse: “As suas mãos fazem diligentemente o mal; assim demanda o príncipe, o juiz julga pela recompensa, e o grande fala da corrupção da sua alma, e assim todos eles tecem o mal” (MQ 7:3). Alguém já disse: “O jeitinho brasileiro é a ante-sala da corrupção”. São segundo esses princípios que está assentada a moral da maioria dos dirigentes das instituições públicas e privadas deste país.

Corrupção tem ente outros, os seguintes significados: Decomposição, putrefação, depravação e devassidão. Tais conceitos estão impregnados em todas as áreas da vida humana. Quando alguém “pula a cerca”, quando vereadores recebem propina para “virar a casaca” ou votar incondicionalmente nas propostas do prefeito, são práticas incluídas no rol da corrupção.

Enganam-se os que defendem a punição como única arma de extirpação deste mal. Embora a impunidade incentive a corrupção, ela não é a sua principal causadora. A principal causa está basicamente na má educação do individuo e no seu desvirtuamento. O sujeito educado sem princípios morais não tem parâmetros, consequentemente, tudo será permitido para a satisfação de suas necessidades. A boa educação deve começar em casa com a família, e passar por uma escola que tenha um sistema educacional voltado para a formação de cidadãos, e não somente para a alfabetização de pessoas.

Cristóvão Buarque escreveu que “As pessoas são pobres porque não tiveram educação, e não tiveram educação porque são pobres”, pode-se parafrasear este pensamento dizendo que as pessoas são corruptas porque não tiveram a educação moral e cívica necessária. Daí, a necessidade de investir na mudança dos conceitos apreendidos, na valorização do respeito aos bens alheios, e na conscientização de que o dinheiro e as instituições públicas são bens pertencentes a todos, e não somente a determinada classe de indivíduos.

Somente o governo federal, possui entre 20 a 30 mil cargos públicos de livre nomeação (cargos que são preenchidos sem concurso, e servem para apadrinhamento político), a quantidade existente nos governos estaduais e municipais deve ser assustadora. Esta é a grande brecha existente na administração pública que permite o acesso de larápios ao erário público.

Com a crise vivida pelo governo Lula, surge a grande chance de o país moralizar a administração pública, a começar pela extinção desses cargos. Em seguida, deve-se fiscalizar e punir as pessoas que acumulam ilicitamente vários cargos públicos; os políticos que roubam e recebem “mensalão”; os juizes que vendem sentenças; o servidor público relapso; o empresário sonegador de impostos e fraudador do imposto de renda e da previdência, o sacerdote que desvia o dinheiro das ofertas dos fiéis, etc.

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