De acordo com (Raymundo Campos, 1992) e os ensinamentos dos professores de História, na Europa, o período medieval durou do século V ao XV e foi dividido em dois grandes momentos: a Alta Idade Média, do século V ao X, e a Baixa Idade Média, do século XI ao XV. Este período também chamado de Idade das Trevas, foi marcado pelo modo de produção feudal, que trazia em seu bojo praticas como o servilismo em substituição à escravidão, e cerimônias como a Suserania e a Vassalagem. Como se sabe, o Suserano era o senhor de um feudo, de que outros dependiam, e era representado pela figura do Senhor feudal. Por outro lado, o Vassalo, era um indivíduo dependente de um senhor feudal, ao qual estava ligado por juramento de fé e submissão.
O Brasil foi fundado neste modo de produção, e apesar de passados quinhentos anos de seu descobrimento, podemos perceber nas instituições públicas as velhas práticas feudais. Basta para isto, tomarmos o legislativo brasileiro nas suas três dimensões: O Federal, o Estadual e o Municipal onde o que se observa é a famosa prática do “Toma lá dá cá”, ou seja, para se manter a governabilidade, o executivo precisa distribuir ao legislativo, cargos que vão de Ministérios até Secretarias estaduais e municipais. Além é claro, de muitas vezes ter que comprar votos para que se aprove projetos importantes para a sociedade.
Tanto no legislativo federal quanto no estadual e municipal, temos observado que os interesses particulares e de certos grupos vêm se sobressaindo em detrimento dos interesses coletivos de toda uma sociedade que de dois em dois anos é enganada com promessas de melhores condições de vida, trabalho e saúde. Mais uma vez, a única saída que se contempla é a formação de uma consciência crítica e de um espírito irrequieto por parte da população brasileira, no sentido de extirparmos das esferas de poder, estes políticos feudais, e com isto, promover o renascimento de uma sociedade justa e livre deste feudalismo político, econômico e social.
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