Bahia, triste Bahia
Que de sofrer nunca pára
Pois quando escapa da queda
Leva um coice na cara
De ACM se livrou
Só porque ele morreu
Mas tudo o que ele deixou
Se refaz, sobreviveu
Não pelo valor do entulho
Que o povo quis sepultar
Mas só porque Jaques Wagner
Tem medo de governar
Quem até pra ACM
Era estrume de poleiro
Hoje na corte de Wagner
É sagrado cavaleiro
A renovação política
Que ele pregou pra Bahia
Foi só mais uma mentira
Traição e covardia
Dava pra desconfiar
Qual ia ser seu papel
Quando autoritariamente
Se aliou a Gedel
Como um rolo compressor
De quarenta toneladas
Fez do sólido PT
Simples geléia, mais nada
Foi botando uns bagulhos
No espaço que sobrou
Com suas siglas de aluguel
E tudo mais que encontrou
Quanto custa um apoio desses
Para o povo da Bahia
Cargos, poder, influência
Isso Wagner não dizia
Sem falar que também buscam
Preservar a impunidade
Apoiando esse governo
De fachada e vaidade
Dona Fátima Mendonça
Primeira dama espoleta
Afirmou que todos eles
Não passam de picaretas
É de gente sem vergonha
Esse adesismo safado
E é de quem paga também
Por cada apoio comprado
A onda agora é o jaquismo
É a nova epidemia
E é pior que o carlismo
Que triste sina, Bahia.
Rufino Ariosto, cidadão baiano.

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