Sunday, May 11, 2008

Triste Bahia

Bahia, triste Bahia
Que de sofrer nunca pára
Pois quando escapa da queda
Leva um coice na cara
De ACM se livrou
Só porque ele morreu
Mas tudo o que ele deixou
Se refaz, sobreviveu
Não pelo valor do entulho
Que o povo quis sepultar
Mas só porque Jaques Wagner
Tem medo de governar
Quem até pra ACM
Era estrume de poleiro
Hoje na corte de Wagner
É sagrado cavaleiro
A renovação política
Que ele pregou pra Bahia
Foi só mais uma mentira
Traição e covardia
Dava pra desconfiar
Qual ia ser seu papel
Quando autoritariamente
Se aliou a Gedel
Como um rolo compressor
De quarenta toneladas
Fez do sólido PT
Simples geléia, mais nada
Foi botando uns bagulhos
No espaço que sobrou
Com suas siglas de aluguel
E tudo mais que encontrou
Quanto custa um apoio desses
Para o povo da Bahia
Cargos, poder, influência
Isso Wagner não dizia
Sem falar que também buscam
Preservar a impunidade
Apoiando esse governo
De fachada e vaidade
Dona Fátima Mendonça
Primeira dama espoleta
Afirmou que todos eles
Não passam de picaretas
É de gente sem vergonha
Esse adesismo safado
E é de quem paga também
Por cada apoio comprado
A onda agora é o jaquismo
É a nova epidemia
E é pior que o carlismo
Que triste sina, Bahia.
Rufino Ariosto, cidadão baiano.