O ex-deputado Roberto Jéferson, disse em um depoimento na CPI dos correios, que um candidato para se eleger a deputado, gasta mais de 1 milhão de reais. Segundo o ex-deputado, nenhum candidato declara esse gasto, levando a crer, que até para o legislativo, existem gastos não declarados, ou seja, existe caixa dois.
Os partidos de oposição e principalmente PSDB e PFL, querem a qualquer custo inviabilizar a permanência do PT enquanto partido, bem como, tornar inviável uma possível reeleição do Presidente Lula com o único e exclusivo objetivo de voltar ao poder. Para isto, qualquer denuncia é motivo para o arrefecimento da crise política, e para o pedido de impeachment.
Entretanto, já se viu que a horrenda prática do caixa 2 é uma tradição da política brasileira, sendo o PT, apenas um aluno descuidado de tal prática. Isto porque, além de Roberto Jéferson ter denunciado a existência de caixa 2 também na campanha de FHC, o ex-senador José Eduardo Andrade Vieira, ex-dono e diretor do banco Bamerindus, afirmou na quarta-feira 19/10/2005, que houve esquema de caixa 2 para financiar as campanhas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em 1994 e 1998.
Além disso, Cláudio Mourão, ex-tesoureiro do ex-presidente nacional do PSDB, Eduardo Azeredo, confirmou a existência de caixa dois durante a campanha eleitoral de 1998 para o governo de Minas Gerais. Segundo ele, dos 20 milhões de reais gastos, apenas 8 milhões fora declarado à justiça eleitoral. Ele revelou que efetuou parte dos pagamentos via “recursos não-contabilizados”, obtidos por meio de empréstimos do empresário Marcos Valério.
Outro cacique do PSDB que já assumiu caixa 2 foi o Senador Arthur Virgilio, ele disse que em 1986 utilizou de caixa dois em uma campanha eleitoral no Amazonas. Mas o caixa 2 não se restringe apenas ao PT e ao PSDB, além de um deputado do PMDB, o deputado do PFL Roberto Brant, foi acusado de receber dinheiro do valérioduto e foi absolvido no Plenário da Câmara.
São estas figurinhas da política brasileira que estão indo com tudo em cima do PT e do governo Lula. São eles que estão esbravejando em todos os meios de comunicação pedindo punição e até impeachment do Presidente. São eles que querem a CPI investigando apenas as irregularidades cometidas a partir de 2002, deixando de lado a corrupção cometida no processo de privatização, na compra de voto para aprovar a reeleição, da qual FHC foi o primeiro beneficiado.
Saturday, April 08, 2006
CPIzza
Associar o que vem ocorrendo em Brasília, ao principal prato da culinária italiana, é, sem dúvida alguma, um imenso mau gosto e uma tremenda falta de respeito ao povo italiano. Entretanto, virou moda chamar de pizza todo o resultado das CPI’S instaladas no Brasil, e não serei eu, o único a fugir dessa regra.
Por causa do artigo passado, recebi um puxão de orelhas de um leitor, que apesar de ter gostado, disse, em outras palavras, que o texto precisava tomar uma injeção de auto-estima. Infelizmente, com as constantes congestões e diarréias que a pizzaria brasileira vem provocando, não dá para ser otimista.
Não dá para ser otimista quando alguns membros do PT, partido que sempre defendeu a bandeira da ética, da moral e da defesa da coisa pública, se deixam seduzir pelo poder e lançam na lama uma sigla com história de vinte e cinco anos de luta, em busca de um país mais honesto e justo. O poder pelo poder não serve.
Não consigo sentir otimismo, quando determinados partidos que hoje estão na oposição, criadores da corrupção na sua forma mais vil e escravizante, aparecem na TV e dizem que quer ver o governo Lula sangrar até a morte. Estes partidos, sempre estiveram no poder, sempre corromperam e foram corrompidos, apoiaram a ditadura militar, desviou dinheiro da Bahiatursa.
Estes partidos que transferiram o patrimônio nacional com a mentira das privatizações, agora estão espumando de raiva, porque há quase quatro anos foram forçados a largar o osso que vinham roendo há séculos. Estão vendo a possibilidade de ficar mais 4 anos sem as fartas tetas públicas. São cachorros doidos e famintos, apesar de estarem com os estômagos cheios.
A CPIzza ou CPI, até agora serviu para mostrar a nossa verdadeira identidade. Se o Congresso Nacional é de fato a representação do povo brasileiro, temos a pior cara possível. Nossa mente é clientelista, nossos corações são corruptos, nossos sentimentos hipócritas, nossas palavras mentirosas, nossas ações oportunistas, os discursos demagogos, em fim, somo mais feios do que a besta do apocalipse.
A pizzaria tupiniquim mostrou apenas que os interesses dos pizzaiolos estão acima dos interesses nacionais. Os representantes do povo punem e inocentam pessoas que cometeram o mesmo crime. Quando é do seu interesse, inocentam os culpados, quando não é, punem os inocentes. O voto que deveria ser secreto somente para o povo, serve injustamente para esconder os defensores das maracutaias. Estou farto de pizza podre!
Meus raros leitores, apesar do esforço não pude escrever pensamentos positivos e motivadores, que pudessem nos fazer sentir que o futuro será melhor. Neste momento, reverbera em minha mente o trecho de uma música de Cazuza que diz: “O futuro é duvidoso (...)”. Espero que todos desfrutem de uma boa pizza a lá Brasília.
Por causa do artigo passado, recebi um puxão de orelhas de um leitor, que apesar de ter gostado, disse, em outras palavras, que o texto precisava tomar uma injeção de auto-estima. Infelizmente, com as constantes congestões e diarréias que a pizzaria brasileira vem provocando, não dá para ser otimista.
Não dá para ser otimista quando alguns membros do PT, partido que sempre defendeu a bandeira da ética, da moral e da defesa da coisa pública, se deixam seduzir pelo poder e lançam na lama uma sigla com história de vinte e cinco anos de luta, em busca de um país mais honesto e justo. O poder pelo poder não serve.
Não consigo sentir otimismo, quando determinados partidos que hoje estão na oposição, criadores da corrupção na sua forma mais vil e escravizante, aparecem na TV e dizem que quer ver o governo Lula sangrar até a morte. Estes partidos, sempre estiveram no poder, sempre corromperam e foram corrompidos, apoiaram a ditadura militar, desviou dinheiro da Bahiatursa.
Estes partidos que transferiram o patrimônio nacional com a mentira das privatizações, agora estão espumando de raiva, porque há quase quatro anos foram forçados a largar o osso que vinham roendo há séculos. Estão vendo a possibilidade de ficar mais 4 anos sem as fartas tetas públicas. São cachorros doidos e famintos, apesar de estarem com os estômagos cheios.
A CPIzza ou CPI, até agora serviu para mostrar a nossa verdadeira identidade. Se o Congresso Nacional é de fato a representação do povo brasileiro, temos a pior cara possível. Nossa mente é clientelista, nossos corações são corruptos, nossos sentimentos hipócritas, nossas palavras mentirosas, nossas ações oportunistas, os discursos demagogos, em fim, somo mais feios do que a besta do apocalipse.
A pizzaria tupiniquim mostrou apenas que os interesses dos pizzaiolos estão acima dos interesses nacionais. Os representantes do povo punem e inocentam pessoas que cometeram o mesmo crime. Quando é do seu interesse, inocentam os culpados, quando não é, punem os inocentes. O voto que deveria ser secreto somente para o povo, serve injustamente para esconder os defensores das maracutaias. Estou farto de pizza podre!
Meus raros leitores, apesar do esforço não pude escrever pensamentos positivos e motivadores, que pudessem nos fazer sentir que o futuro será melhor. Neste momento, reverbera em minha mente o trecho de uma música de Cazuza que diz: “O futuro é duvidoso (...)”. Espero que todos desfrutem de uma boa pizza a lá Brasília.
Povo brasileiro, corrupto por vocação!
Quando os portugueses resolveram colonizar o Brasil, trouxeram para cá a escória da sociedade portuguesa. Foi justamente essa gente, que deu início ao tão desigual povo brasileiro. Povo este, que criou o conceito de “jeitinho”, assegurando-lhe o mau hábito de querer tirar proveito em tudo, seguindo os preceitos da Lei de Gerson.
O escritor bíblico Miquéias, ao escrever sobre o assunto disse: “As suas mãos fazem diligentemente o mal; assim demanda o príncipe, o juiz julga pela recompensa, e o grande fala da corrupção da sua alma, e assim todos eles tecem o mal” (MQ 7:3). Alguém já disse: “O jeitinho brasileiro é a ante-sala da corrupção”. São segundo esses princípios que está assentada a moral da maioria dos dirigentes das instituições públicas e privadas deste país.
Corrupção tem ente outros, os seguintes significados: Decomposição, putrefação, depravação e devassidão. Tais conceitos estão impregnados em todas as áreas da vida humana. Quando alguém “pula a cerca”, quando vereadores recebem propina para “virar a casaca” ou votar incondicionalmente nas propostas do prefeito, são práticas incluídas no rol da corrupção.
Enganam-se os que defendem a punição como única arma de extirpação deste mal. Embora a impunidade incentive a corrupção, ela não é a sua principal causadora. A principal causa está basicamente na má educação do individuo e no seu desvirtuamento. O sujeito educado sem princípios morais não tem parâmetros, consequentemente, tudo será permitido para a satisfação de suas necessidades. A boa educação deve começar em casa com a família, e passar por uma escola que tenha um sistema educacional voltado para a formação de cidadãos, e não somente para a alfabetização de pessoas.
Cristóvão Buarque escreveu que “As pessoas são pobres porque não tiveram educação, e não tiveram educação porque são pobres”, pode-se parafrasear este pensamento dizendo que as pessoas são corruptas porque não tiveram a educação moral e cívica necessária. Daí, a necessidade de investir na mudança dos conceitos apreendidos, na valorização do respeito aos bens alheios, e na conscientização de que o dinheiro e as instituições públicas são bens pertencentes a todos, e não somente a determinada classe de indivíduos.
Somente o governo federal, possui entre 20 a 30 mil cargos públicos de livre nomeação (cargos que são preenchidos sem concurso, e servem para apadrinhamento político), a quantidade existente nos governos estaduais e municipais deve ser assustadora. Esta é a grande brecha existente na administração pública que permite o acesso de larápios ao erário público.
Com a crise vivida pelo governo Lula, surge a grande chance de o país moralizar a administração pública, a começar pela extinção desses cargos. Em seguida, deve-se fiscalizar e punir as pessoas que acumulam ilicitamente vários cargos públicos; os políticos que roubam e recebem “mensalão”; os juizes que vendem sentenças; o servidor público relapso; o empresário sonegador de impostos e fraudador do imposto de renda e da previdência, o sacerdote que desvia o dinheiro das ofertas dos fiéis, etc.
O escritor bíblico Miquéias, ao escrever sobre o assunto disse: “As suas mãos fazem diligentemente o mal; assim demanda o príncipe, o juiz julga pela recompensa, e o grande fala da corrupção da sua alma, e assim todos eles tecem o mal” (MQ 7:3). Alguém já disse: “O jeitinho brasileiro é a ante-sala da corrupção”. São segundo esses princípios que está assentada a moral da maioria dos dirigentes das instituições públicas e privadas deste país.
Corrupção tem ente outros, os seguintes significados: Decomposição, putrefação, depravação e devassidão. Tais conceitos estão impregnados em todas as áreas da vida humana. Quando alguém “pula a cerca”, quando vereadores recebem propina para “virar a casaca” ou votar incondicionalmente nas propostas do prefeito, são práticas incluídas no rol da corrupção.
Enganam-se os que defendem a punição como única arma de extirpação deste mal. Embora a impunidade incentive a corrupção, ela não é a sua principal causadora. A principal causa está basicamente na má educação do individuo e no seu desvirtuamento. O sujeito educado sem princípios morais não tem parâmetros, consequentemente, tudo será permitido para a satisfação de suas necessidades. A boa educação deve começar em casa com a família, e passar por uma escola que tenha um sistema educacional voltado para a formação de cidadãos, e não somente para a alfabetização de pessoas.
Cristóvão Buarque escreveu que “As pessoas são pobres porque não tiveram educação, e não tiveram educação porque são pobres”, pode-se parafrasear este pensamento dizendo que as pessoas são corruptas porque não tiveram a educação moral e cívica necessária. Daí, a necessidade de investir na mudança dos conceitos apreendidos, na valorização do respeito aos bens alheios, e na conscientização de que o dinheiro e as instituições públicas são bens pertencentes a todos, e não somente a determinada classe de indivíduos.
Somente o governo federal, possui entre 20 a 30 mil cargos públicos de livre nomeação (cargos que são preenchidos sem concurso, e servem para apadrinhamento político), a quantidade existente nos governos estaduais e municipais deve ser assustadora. Esta é a grande brecha existente na administração pública que permite o acesso de larápios ao erário público.
Com a crise vivida pelo governo Lula, surge a grande chance de o país moralizar a administração pública, a começar pela extinção desses cargos. Em seguida, deve-se fiscalizar e punir as pessoas que acumulam ilicitamente vários cargos públicos; os políticos que roubam e recebem “mensalão”; os juizes que vendem sentenças; o servidor público relapso; o empresário sonegador de impostos e fraudador do imposto de renda e da previdência, o sacerdote que desvia o dinheiro das ofertas dos fiéis, etc.
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