De acordo com (Raymundo Campos, 1992) e os ensinamentos dos professores de História, na Europa, o período medieval durou do século V ao XV e foi dividido em dois grandes momentos: a Alta Idade Média, do século V ao X, e a Baixa Idade Média, do século XI ao XV. Este período também chamado de Idade das Trevas, foi marcado pelo modo de produção feudal, que trazia em seu bojo praticas como o servilismo em substituição à escravidão, e cerimônias como a Suserania e a Vassalagem. Como se sabe, o Suserano era o senhor de um feudo, de que outros dependiam, e era representado pela figura do Senhor feudal. Por outro lado, o Vassalo, era um indivíduo dependente de um senhor feudal, ao qual estava ligado por juramento de fé e submissão.
O Brasil foi fundado neste modo de produção, e apesar de passados quinhentos anos de seu descobrimento, podemos perceber nas instituições públicas as velhas práticas feudais. Basta para isto, tomarmos o legislativo brasileiro nas suas três dimensões: O Federal, o Estadual e o Municipal onde o que se observa é a famosa prática do “Toma lá dá cá”, ou seja, para se manter a governabilidade, o executivo precisa distribuir ao legislativo, cargos que vão de Ministérios até Secretarias estaduais e municipais. Além é claro, de muitas vezes ter que comprar votos para que se aprove projetos importantes para a sociedade.
Tanto no legislativo federal quanto no estadual e municipal, temos observado que os interesses particulares e de certos grupos vêm se sobressaindo em detrimento dos interesses coletivos de toda uma sociedade que de dois em dois anos é enganada com promessas de melhores condições de vida, trabalho e saúde. Mais uma vez, a única saída que se contempla é a formação de uma consciência crítica e de um espírito irrequieto por parte da população brasileira, no sentido de extirparmos das esferas de poder, estes políticos feudais, e com isto, promover o renascimento de uma sociedade justa e livre deste feudalismo político, econômico e social.
Thursday, June 09, 2005
LULA ENCURRALADO
LULA ENCURRALADO
Nas últimas semanas o governo Lula tem enfrentado o que se costuma chamar de “inferno astral” devido a denúncias de corrupção nos Correios, no Instituto de Resseguros do Brasil – IRB e de acusações de compra de votos de deputados, por meio do denominado “Mensalão”.
Para o PT, que em seus vinte e cinco anos de história sempre foi visto como o baluarte da moral, os últimos acontecimentos provocarão no mínimo, sérios arranhões em sua reputação, caso as denúncias do Deputado Roberto Jéferson sejam verdadeiras. Entretanto, a crise política ora instalada, pode ser mais bem compreendida se observada de ângulos diferentes.
Em primeiro lugar, com a eleição de 2002, o PT não conseguiu eleger o número de deputados suficientes para que se formasse a “ditadura” petista que oferecesse condições de governar sem ter que efetuar alianças com outros. Com isso, devem-se seguir os caminhos da democracia, e mesmo a contra gosto, efetuar as famigeradas alianças políticas para se adquirir a tão sonhada governabilidade.
Em troca dessa governabilidade, infelizmente o PT teve que em alguns casos “vender a alma ao diabo” e em outros casos, fazer algumas concessões. Ao fazer alianças com o PMDB, que sempre foi um partido de duas faces, e com o PTB, que tinha na figura do seu presidente, o deputado Roberto Jéferson, o mesmo que ao lado de ACM foram até às últimas conseqüências para manter Fernando Collor no poder, não se poderia esperar nada de bom, senão, envolvimento em escândalo de corrupção.
Por outro lado, as tais alianças políticas têm se mostrado tão frágeis, que mais parecem casamento por conveniência, ou seja, aquele tipo de casamento de aparência. Isto porque, enquanto o PMDB abocanha Ministérios e cargos públicos por um lado, por outro lado, o mesmo PMDB informa em seus programas eleitorais, que em 2006, terá candidato próprio à Presidência. Fica claro que a balburdia instalada no Planalto, têm um alvo maior, as eleições de 2006.
Do outro lado do picadeiro, surge a oposição composta por PFL do cacique ACM, e PSDB de tantos outros caciques como FHC, José Serra e outros, tão perniciosos quanto o pefelista. Para começar, ACM só não foi cassado na última vez que se meteu em encrenca, porque Sarney arquivou a CPI da grampolândia. No caso da violação do painel eletrônico do Senado, ele teve que renunciar para não perder seus direitos políticos. O PSDB, que almeja retornar ao Planalto no ano que vem, esteve envolvido em várias denúncias de corrupção durante a era FHC, e muitas CPI’S foram sufocadas pelo rolo compressor do governo, inclusive, aquela que iria apurar a compra de deputados para a aprovação da reforma da Previdência. Agora, esses partidos e suas respectivas “figurinhas” esbravejam pedindo CPI.
O PT errou ao resistir à abertura da CPI. Por não ter opção, errou ao fazer alianças com políticos que sempre estiveram ao lado do poder e de mãos dadas com a corrupção. A única coisa a se fazer agora, é esperar para ver no que vai dar a CPI, refazer a base aliada com o conseqüente expurgo dos corruptos e continuar prendendo os ladrões do dinheiro público por meio das investigações da Controladoria Geral da União e da Policia Federal. Além, é claro, de continuar trabalhando para mudar o Brasil.
Reivan Franca
Reivan1972@ig.com.br
Nas últimas semanas o governo Lula tem enfrentado o que se costuma chamar de “inferno astral” devido a denúncias de corrupção nos Correios, no Instituto de Resseguros do Brasil – IRB e de acusações de compra de votos de deputados, por meio do denominado “Mensalão”.
Para o PT, que em seus vinte e cinco anos de história sempre foi visto como o baluarte da moral, os últimos acontecimentos provocarão no mínimo, sérios arranhões em sua reputação, caso as denúncias do Deputado Roberto Jéferson sejam verdadeiras. Entretanto, a crise política ora instalada, pode ser mais bem compreendida se observada de ângulos diferentes.
Em primeiro lugar, com a eleição de 2002, o PT não conseguiu eleger o número de deputados suficientes para que se formasse a “ditadura” petista que oferecesse condições de governar sem ter que efetuar alianças com outros. Com isso, devem-se seguir os caminhos da democracia, e mesmo a contra gosto, efetuar as famigeradas alianças políticas para se adquirir a tão sonhada governabilidade.
Em troca dessa governabilidade, infelizmente o PT teve que em alguns casos “vender a alma ao diabo” e em outros casos, fazer algumas concessões. Ao fazer alianças com o PMDB, que sempre foi um partido de duas faces, e com o PTB, que tinha na figura do seu presidente, o deputado Roberto Jéferson, o mesmo que ao lado de ACM foram até às últimas conseqüências para manter Fernando Collor no poder, não se poderia esperar nada de bom, senão, envolvimento em escândalo de corrupção.
Por outro lado, as tais alianças políticas têm se mostrado tão frágeis, que mais parecem casamento por conveniência, ou seja, aquele tipo de casamento de aparência. Isto porque, enquanto o PMDB abocanha Ministérios e cargos públicos por um lado, por outro lado, o mesmo PMDB informa em seus programas eleitorais, que em 2006, terá candidato próprio à Presidência. Fica claro que a balburdia instalada no Planalto, têm um alvo maior, as eleições de 2006.
Do outro lado do picadeiro, surge a oposição composta por PFL do cacique ACM, e PSDB de tantos outros caciques como FHC, José Serra e outros, tão perniciosos quanto o pefelista. Para começar, ACM só não foi cassado na última vez que se meteu em encrenca, porque Sarney arquivou a CPI da grampolândia. No caso da violação do painel eletrônico do Senado, ele teve que renunciar para não perder seus direitos políticos. O PSDB, que almeja retornar ao Planalto no ano que vem, esteve envolvido em várias denúncias de corrupção durante a era FHC, e muitas CPI’S foram sufocadas pelo rolo compressor do governo, inclusive, aquela que iria apurar a compra de deputados para a aprovação da reforma da Previdência. Agora, esses partidos e suas respectivas “figurinhas” esbravejam pedindo CPI.
O PT errou ao resistir à abertura da CPI. Por não ter opção, errou ao fazer alianças com políticos que sempre estiveram ao lado do poder e de mãos dadas com a corrupção. A única coisa a se fazer agora, é esperar para ver no que vai dar a CPI, refazer a base aliada com o conseqüente expurgo dos corruptos e continuar prendendo os ladrões do dinheiro público por meio das investigações da Controladoria Geral da União e da Policia Federal. Além, é claro, de continuar trabalhando para mudar o Brasil.
Reivan Franca
Reivan1972@ig.com.br
Subscribe to:
Comments (Atom)
